sábado, 19 de fevereiro de 2011

Os menores do grupo retriever

Os Nova Scotia Duck Tolling Retrievers, mais conhecidos por "Tolls" ou "Tollers" Retriever são os menores e menos conhecidos cães do grupo de retrievers. Essa raça tem porte médio com a musculatura bem definida e ossos fortes.
O toller possui grande agilidade e determinação. O proprietário possui grande facilidade para realizar o seu adestramento pois além de inteligente, gosta de treinar, tem grande resistência e também gosta de trabalhar pelo seu dono.
Esse cachoro tem grande vontade para a busca além de ser muito brincalhão e adorar desafios. Em casa é muito amável, sensível e devotado com a família, principalmente com as crianças. Entretanto, com estranhos pode se tornar um pouco reservado, sem agressividade.
Ele adora se exercitar ao ar livre e é um forte nadador. Além de ser muito alegre e brincalhão é um ótimo companheiro.
Os retrievers anunciando do pato de Nova Escócia devem ser escovados com uma escova firme da cerda. Devem ser banhados somente quando necessários enquanto shampooing excessivo pode remover os óleos naturais do revestimento e os descascar que faz os cães water-resistant.
De acordo com o padrão da raça, ela é caracterizada pela cor avermelhada ou alaranjada, tem marcações brancas que podem ser vistas nas patas, cauda e peito. Um cão de alta qualidade não deve ser penalizado por falta de branco, como é o caso de alguns Tollers totalmente vermelhos. Normalmente a altura ideal é de 48 a 51cm nos machos e de 45 a 48cm nas fêmeas. O peso fica entre 20 a 23kg nos machos e entre 17 a 20kg nas fêmeas.
Origem
Não se sabe com exatidão a origem dos Tollers. Acredita-se  que essa raça provém de cães europeus usados para caçar  patos. Estes foram trazidos para a Nova Escócia e através de  cruzamentos com outras raças foi produzido um cachorro com  as habilidades para a caça.
O objetivo era o de criar um cão vermelho pequeno que  olhasse  que pudesse ser usado para anunciar patos e gansos  para os caçadores e recuperar então os pássaros do tiro na  água.
Essa raça tem a capacidade de atrair patos apenas abanando a cauda, deixando-os prontos para serem capturados. São considerados os únicos dos cães de caça que conseguem fazer esse trabalho. Foi reconhecido em 1945 Canadian Kennel Club (CKC).
Sempre alerta e atento
Eles são excelentes companheiros, afetuosos, e ninguém duvida que são bons cães de alarme. O Yorkshire Terrier é uma raça que se caracteriza por localizar e caçar animais em tocas, sem ajuda humana. Atentos e alegres, esses cãezinhos são independentes, autoconfiantes e estão sempre alertas. Como todo bom caçador, esta raça dá o alarme ao menor ruído estranho que perceba.

Possui ainda um temperamento carinhoso e afável, o que o torna um fiel companheiro. Sua coloração é azul-aço e fulvo, ou melhor, um cinza brilhante, quase preto, e um amarelo-escuro.

O yorkie disputa território com qualquer outro cão, ainda que seja maior do que ele já que não aprecia o convívio com outros cães. Porém, convive muito bem com crianças e por ser muito ativo adora fazer brincadeiras.

Ao nascer, os filhotes de Yorkshire Terrier, são pretos com um leve toque de fulvo acima dos olhos e nas pontas dos pés. A pelagem negra desaparece aos poucos e logo sua coloração torna-se azul-aço e fulvo.

É fascinante observar a transformação de cores no yorkie. Poucas raças possuem uma variação tão intensa quanto à do Yorkshire. Devido à essa metamorfose, consta que alguns criadores inexperientes sacrificaram ninhadas inteiras de yorkie por pensarem se tratar de mestiços.
Dicas
-Tome cuidado com o filhote pois ele costuma pular de lugares altos;-Escove os pêlos diariamente para deixa-los livres de nós;-Dê banho no seu animalzinho somente quando ele estiver sujo, geralmente uma vez por  semana. Uma boa escoação o manterá limpo;-No banho, umedeça os nós com água morna e use os dedos para desembaraçá-los;        -Lave o muco nos cantos dos olhos diariamente com algodão embebido em água boricada ou soro fisiológico. Seque bem a área. O muco pode quebrar os pêlos dessa região se não forem removidos.
Origem e História
Esta raça é originária da Grã-Bretanha e vem de uma mistura de diferentes terriers, tradicionais na arte da caça em tocas. Dentre as várias versões existentes sobre a sua origem. A mais aceita fala do cruzamento entre o Black and Tan, o Skie Terrier e o Dandie Dinmont. Consta, ainda, uma intervenção do Maltês.

No início, o yorkie era chamado de Terrier Escocês e, logo em seguida, de Terrier Escocês Anão de Pêlo Longo. Somente após vários anos, por volta de 1870, é que foi adotado o seu nome atual, em homenagem à região de sua origem.

Foi desenvolvido por operários de West Riding, no condado de York (Inglaterra), que buscavam um cão de companhia que fosse pequeno e pudesse ser utilizado na caça subterrânea, qualidade essa que, apesar de muito acentuada no princípio, desapareceu quase que por completo.

Foi também companheiro fiel dos trabalhadores das minas de carvão, comuns em sua região. Somente em fins da era Vitoriana é que ganhou status, ao se tornar companheiro inseparável das damas da aristocracia e alta burguesia.

Conforme os norte-americanos seguiam os costumes Vitorianos, eles também passaram a adotar o Yorkshire Terrier, sendo que o primeiro registro de um York nascido nos Estados Unidos data de 1872.
Esta nova raça começou a ganhar admiradores em diversos países sendo melhorada gradualmente através de rigorosa seleção. Nos Estados Unidos foi rapidamente adotado como cão de companhia e ao longo dos anos acabou se tornando um cão caçador.

O cão mais alto do mundo

O tamanho do Wolfhound Terrier não o condena a ser desproporcional e desajeitado esteticamente. Mesmo sendo o mais alto dos hounds de corrida, é simétrico e musculoso. Devido a sua altura, é necessário que seja adestrado desde pequeno. Força e agilidade são características marcantes nesta raça.
Hoje em dia, muitos não estão sendo usados em caçadas e vivem tranqüilamente em lares, sendo bem comportados e dignos. A cor pode ser cinza, rajado, vermelho, preto, puro branco e castanho claro.

Tem pelagem dura e olhar penetrante, mas por trás da sua aparência forte carrega um bom coração. É manso e afetuoso, chegando a medir 90 cm e pesar 55 kg. 
Origem e História
Uma aura romântica e antiga envolve a origem desses maravilhosos e velozes cães da Irlanda. No Século II Arrian cita em suas escritas Hounds que foram trazidos para Grécia durante a invasão dos Celtas que saquearam Delfos em 273 a.c.

A raça já era muito conhecida na época Romana, mas a primeira prova autêntica data de 391. É uma carta onde o Cônsul Romano Quintus Aurelius Simmachus agradece o presente de 7 Wolfhounds recebidos de seu irmão. Esses cães foram usados em circos de combate e Quintus agradece dizendo: "Toda Roma os viu, maravilhados".


A literatura primitiva e antigas leis irlandesas evidenciam que esses animais eram criados com grandes estima e nos primeiros séculos eram muito famosos por sua perícia e sabedoria como caçadores, por isso monarcas estrangeiros tentavam comprar Wolfhounds para presentear a realeza. A disputa pela posse desses animais era tão grande que a realeza chegava a fazer uso de suas espadas, travando até batalhas.


A força destes animais é tão grande que em combate os Mastiffs ou Bulldogs (na época maiores e mais ferozes) não tinham grandes chances.


Com o desaparecimento dos lobos e alces e a grande exportação, eles quase foram extintos. Graças ao Capitão G. A. Grahann do Exército Britânico, que reuniu alguns espécimes remanescentes e se utilizou criteriosos cruzamentos, a raça foi reabilitada, sendo usado na caça de javalis, coiotes, e outros animais de grande porte.
Um excelente pastor de rebanhos

Ao olhar um Komondor pela primeira vez, a sensação é de surpresa. Este grandalhão é um cão exótico por ter pêlo encordoado e comprido que o protege das mudanças climáticas e dos predadores.
Esta pelagem cheia de trancinhas funciona como um regulador térmico e ainda é repelente à água. As tranças do Komondor só estão totalmente formadas quando o cão atinge, no mínimo, dois anos de idade.

A sua cor é a branca, já a sua pele é cinza, sendo aceitável a cor de rosa, se não indicar um processo de albinismo.


O temperamento deste cão é de lealdade e alerta. Nada escapa aos seus olhos. Tem um senso territorial aguçado e não se pode impor limites geográficos a ele.
Por natureza é muito limpo e não possui odor forte. Seu porte é gigante: o macho chega a atingir 80 cm e a fêmea 70.

É preciso saber, no entanto, que este cão não ataca estranhos sem motivo. Se for ensinado desde pequeno, aceitará pessoas desconhecidas desde que estejam acompanhadas de seu dono.
Apesar do tamanho enorme, ele também é muito cuidadoso, especialmente com crianças. Por gostar bastante de brincadeiras e ser calmo, o Komondor aprecia muito a companhia delas.

Seu instinto natural de proteção, desenvolvido durante séculos, faz igualmente com que conviva bem com qualquer animal: gatos, galinhas, vacas e outros.
Além de ter a confiança plena de seu dono, esta raça é a preferida das ovelhas. Elas confiam tanto nele que dão cria perto e deixam os filhotes com ele quando precisam se afastar por qualquer motivo.
Origem e História
Ele surgiu na Ásia Central e de lá foi levado à Hungria por uma tribo de pastores, os magiares, há mais de mil anos. Afinal, por ser corajoso, leal e muito alerta, o Komondor servia aos propósitos daquele povo - era um excelente guardião de rebanhos, especialmente o de ovelhas. Acredita-se que seja descendente do cão do Tibet.

Apesar de ser um cão antigo, seu padrão oficial só foi redigido em 1920, pois os velhos pastores e pecuaristas não tinham como preocupação o aprimoramento da raça. Apresentada em diversas exposições tornou-se popular também no estrangeiro. Principalmente nos Estados Unidos, encontrou grande aceitação quer como cão pastor e guardião, quer como cão de companhia.
Um caçador brincalhão e amoroso
O Fox Terrier é um cão de médio porte com disposição e energia de sobra. São extremamente teimosos, persistentes e fortes. Estão sempre prontos para uma boa aventura e caça.

Sua pelagem é predominantemente branca, porém as manchas podem ser de várias cores, pretas ou amarronzadas. Seu pêlo é duro, áspero e encaracolado precisando ser tosado e escovado com frequência.  

Inteligente, vivo e engraçado, o Fox Terrier é um ótimo cão de caça e, se treinado desde pequeno pode ser um ótimo amigo. Vive de 13 a 15 anos, sendo sempre espirituoso e leal. Um macho adulto normal não deve pesar mais do que 9 Kg e sua altura não deve ultrapassar os 40  cm.

Esta raça aprende truques como se fosse cachorro de circo. Só existe um probleminha: o fox não suporta a presença de outros cães do mesmo sexo, estando sempre pronto para uma briga. Paciência e persistência são qualidades indispensáveis para que estes cães sejam treinados com sucesso.

Origem e História

Embora a origem dos cães "Terriers" seja muito antiga (existem descrições de cães parecidos com Terriers já em 55 D.C., quando romanos invadiram a Grã Bretanha), o primeiro Terrier, "verdadeiro", foi descrito em 1570 por um médico inglês chamado John Calus of Cambridge. Desde então, a história canina está cheia de estórias de terriers, de sua coragem, determinação e temperamento característico.
Parece um lobo

O Carolina Dog, ou também conhecido como Cão da Carolina, tem uma aparência bem peculiar: parece com um lobo. Ele não é recomendado para a vida em apartamento, se sentindo muito melhor com grandes espaços a sua volta para correr e brincar.
    Esse cão é ótimo para fazer o serviço de guarda sendo essencialmente leal. Não gosta de muito frio e adapta-se bem a locais ensolarados e com bastante calor.
    Sua expectativa de vida é de cerca de 12 a 14 anos. Seu peso fica em torno de 20 quilos e sua altura entre 45 a 50 centímetros.
    Geralmente seu pelo é de cor ruiva dourada. Os olhos são na forma amendoada e na tonalidade marrom. O tamanho de sua pelagem varia de acordo com a estação, se adequando bem as temperaturas. No verão, em alguns casos, pode ter uma grande perda de pelos. Já no inverno, sua pelagem fica mais pesada e até apresenta sub-pelo.
    O Carolina Dog aprecia fazer parte de um grupo e se integra facilmente na estrutura de uma família. É um cão delicado, social, e liga-se muito bem com crianças, adorando fazer brincadeiras com elas.
Origem
Essa raça foi nomeada pelo professor de  biologia  da Universidade da Geórgia, Dr. I. Lehr  Brisbin, Jr que percebeu uma enorme semelhança  desse animal com um cão chamado Dingo da  Austrália.
    Acredita-se que os ancestrais do Carolina Dog  tenham chegado aos Estados Unidos juntamente  com as primeiras pessoas vindas da Ásia e que se  instalaram no local.
    É possível que ele seja descendente direto dos  cães antigos de pariah que acompanhavam os  asiáticos em suas andanças pelo mundo, há mais  de 8 mil anos.
    Também pode-se dizer que o Carolina Dog seja  o resultado do cruzamento de lobos do sudoeste  da Ásia.
    A raça só foi reconhecida pelo UKC (United  Kennel Club) em 1995.

Boxer, um cão fiel à família
e companheiro das crianças
Protetor e fiel, o Boxer  adora crianças e, curiosamente, leva mais tempo para crescer que os outros cães. É um cão afetuoso, ótimo para a família. Na companhia de crianças, é sempre cuidadoso e delicado, como uma verdadeira babá. Gosta muito de brincadeiras e, mesmo na idade adulta, demonstra o carisma de um filhote.
Esta raça é obediente e fiel ao dono, ideal para a guarda da casa. Também é bastante inteligente e aprende com facilidade, sendo comumente utilizada pela polícia e como guia para cegos. Sua cauda é curta e quando se sentem felizes costumam abanar todo o corpo. 
Origem e História
A história do Boxer remonta aos períodos anteriores ao Império Romano, quando cães da família dos Mastiffs eram encontrados na Ásia, exercendo funções de guarda e caça. Estes cães eram muito valorizados por sua coragem. 
No decorrer do Império Romano cães ingleses do tipo Mastiff, chamados de English Bullenbeissers, foram cruzados com outros molossos, originando um grupo de cães denominado German Bullenbeisser. Deste grupo se originou um cão de porte grande, chamado Danzinger Bullenbeisser, e uma versão menor deste, chamada Brabenter Bullenbeisser, raça a partir do qual se desenvolveu o Buldogue Inglês. Esse ultimo é reconhecido como o ancestral direto do atual Boxer. 
Como o Buldogue, o maxilar inferior do Boxer á mais saliente do que o maxilar superior. Essa é uma característica comum dos animais que lutavam contra os touros. O Brabant, , também contribuiu para a evolução do Boxer. Existem correntes de pesquisadores que acreditam que o Bull Terrier e o Schnauzer Gigante participaram na formação do Boxer.
Com um porte médio e robusto, o Boxer precisa de uma boa área disponível no lar, devendo também ser exercitado diariamente. O dono deve estar atento ao contato com outros cães, pois o Boxer não se intimida diante de seus colegas caninos. 
O Boxer apresenta uma máscara preta no focinho e a pelagem dourada ou tigrada, com ocorrência de pequenas marcas brancas. Sendo curta, macia e brilhante naturalmente, sua pelagem não requer cuidados especiais, basta escovar diariamente seus pêlos.
O padrão oficial da raça foi criado em 14 de julho de 1902. Em 1920, ocorreram alterações no padrão, com a mudança de algumas características físicas. Em 1925, foram excluídos do padrão oficial o Boxers negros e, em 1938, os Boxers malhados.
Hoje, a raça Boxer passa por uma série de estudos para evidenciar a causa de sua propensão ao aparecimento de vários tipos de tumores, além de diversas doenças de caráter genético. O Boxer apresenta uma sensibilidade extrema a um dos medicamentos pré-anestésicos mais utilizados na medicina veterinária, a acepromazina. Se usada na raça, esta substância causa uma alteração, chamada bloqueio vagal, que se caracteriza por uma arritmia cardíaca com severa depressão da pressão arterial.